Tecnologia de Estimulação Nervosa Transcutânea
A Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea (TENS) foca-se na excitação dos nervos sensoriais para bloquear os sinais de dor através do mecanismo da teoria do portão, proporcionando um alívio analgésico não invasivo. As vantagens incluem a portabilidade e o conforto do paciente, embora as limitações clínicas envolvam a falta de recrutamento motor e uma eficácia analgésica de curto prazo em comparação com outras intervenções terapêuticas.
Estimulação Elétrica Neuromuscular
Os sistemas neuromusculares (EMS/NMES) emitem impulsos de alta intensidade aos neurónios motores para provocar contrações musculares profundas, visando a prevenção da atrofia e a reabilitação física intensiva em ambientes clínicos controlados. Esta modalidade destaca-se na recuperação motora, mas apresenta riscos de fadiga muscular rápida, exigindo uma gestão precisa do ciclo de trabalho (duty cycle) para equilibrar o fortalecimento com a recuperação metabólica.
Estimulação Elétrica Funcional
Os sistemas funcionais (FES) integram impulsos elétricos com movimentos orientados para tarefas específicas, visando restaurar a mobilidade e coordenação em pacientes que sofrem de lesões complexas do sistema nervoso central ou paralisia. A principal vantagem é o reforço da neuroplasticidade funcional, embora os custos de equipamento sejam mais elevados e exijam formação avançada do terapeuta para a sua configuração.
Terapia Celular por Microcorrentes
Os dispositivos de microcorrentes utilizam correntes elétricas sub-sensoriais para mimetizar a bioeletricidade endógena, acelerando a reparação dos tecidos e reduzindo a inflamação localizada ao nível celular durante as fases de recuperação clínica. Embora promovam uma cicatrização rápida e o rejuvenescimento da pele, a ausência de sensação física limita o feedback imediato do paciente, necessitando de monitorização clínica para assegurar o funcionamento correto.