Compreender melhor as deficiências através da simulação
A deficiência é a limitação das possibilidades de interação de um indivíduo com o seu ambiente, conduzindo a dificuldades psicológicas, intelectuais, sociais ou físicas. A deficiência é inicialmente pensada como estando relacionada com uma deficiência que causa incapacidade, sendo depois redefinida relativamente a uma desigualdade de meios, incorporando a ideia de que "são necessárias intervenções destinadas a remover os obstáculos ambientais e sociais".
O termo "handicap" adquiriu assim, para além do aspeto médico, uma dimensão social, e refere-se às dificuldades da pessoa dita "deficiente" face a um determinado ambiente em termos de acessibilidade, expressão, compreensão ou apreensão. O nível de deficiência, ou seja, a extensão das limitações de atividade e de participação, é assim variável em função dos contextos sociais, humanos, técnicos e jurídicos.
A deficiência afecta 80 milhões de pessoas na Europa e 650 milhões em todo o mundo. A prevalência da deficiência em 54 países do estudo da OMS está estimada em 15% da população mundial e, em 80% dos casos, trata-se de deficiências invisíveis. Apenas 10% das pessoas com deficiência dispõem de instrumentos que as ajudam na sua vida quotidiana.
A simulação de várias deficiências permite-nos sentir e compreender melhor um certo número de dificuldades que as pessoas com mobilidade reduzida encontram na sua vida quotidiana, a fim de melhorar as suas condições de vida.
Os elementos da simulação do envelhecimento podem também ser utilizados na simulação das diferentes deficiências dos idosos.
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